06/09/2016

#ComoSerFamilia (10): Como falar de sexo com os meus filhos?


Como falar de sexo com os meus filhos? Veja, existem certos tabus que algumas pessoas não querem tocar, mas se você não falar de sexo com os seus filhos, não se preocupe: o mundo falará. E falará da forma errada.

Então, é necessário no mundo atual que nós toquemos nesse assunto, mas, para falar de sexo você não precisa sexualizar precocemente os seus filhos. Na verdade, o que você precisa é falar de família. Vamos falar de família, vamos falar do que é nós nos ajudarmos mutuamente a chegar no céu, vamos falar da beleza que é a união do homem e da mulher, que traz filhos para esse mundo, para prepará-los para Deus.

Quando o seu filho e a sua filha, começa a ver as transformações do seu corpo que vão acontecendo, é evidente, como sendo Deus que vai amadurecendo, não somente um corpo, mas também um coração que foi feito para ser pai, que foi feito para ser mãe. Falar de sexo é muito mais do que falar de gratificação sexual. É falar da construção do pai e da mãe que todos nós precisamos ser. por isso, vamos ser família. Participe conosco do nosso projeto #ComoSerFamilia.

Texto transcrito do vídeo.

Texto do site:

Apesar da vergonha que o assunto costuma suscitar, os pais têm o grave dever de falar com os filhos a respeito de sexualidade e ensinar-lhes que sexo, longe de ser um divertimento, tem a ver principalmente com família e com a nossa capacidade de doação.

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Falar de sexo com os filhos, hoje mais do que noutros tempos, é não somente uma prerrogativa, mas um grave dever dos pais, porque é apenas no ambiente doméstico, em que se resguarda o pudor e o respeito à pureza de cada um, que se encontram as "condições psicológicas e morais para uma educação sadia e eficiente em matéria tão delicada" [1].

Não se trata, porém, de iniciar precocemente as crianças nos mistérios da vida, despertando-lhes imagens e curiosidades malsãs, mas de saber vaciná-las o quanto antes contra o que o mundo e a sociedade atuais, hipnotizados por diversão e prazer fácil, vão querer ensinar-lhes no futuro. Os pais de hoje em dia precisam, pois, vencer a vergonha que este tema naturalmente suscita e, "sem exposição solene nem cerimônias misteriosas" [2], mostrar aos adolescentes que sexo tem a ver, antes e sobretudo, com família.

Sim, com família. Porque é por meio da maturidade física que Deus vai preparando os corações para a maturidade do espírito, para a plena formação da vontade e das forças morais do indivíduo. Entrar na puberdade implica não apenas umas tantas alterações no corpo, mas também uma verdadeira transformação interior; implica, fundamentalmente, entrar na vida adulta, ou seja, tornar-se capaz de viver para o outro, com o espírito de entrega e autodoação que se encarna na figura de um pai ou de uma mãe.

Por isso, os adolescentes têm de compreender que o ato sexual, longe de ser um divertido passatempo, está essencialmente vinculado à capacidade procriativa do homem e, portanto, à sua vocação a ser família, a sair de si mesmo para dar-se sem reservas à esposa ou ao esposo, aos filhos e filhas frutos da união entre os dois. Falar de sexo — ainda mais para nós, católicos — é falar das vidas que Deus confia aos cuidados do pais, a fim de que estes as levem consigo para aquela Vida que nunca há de ter fim.

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Referências

  1. Leonel Franca, "Educação Sexual", in: A Formação da Personalidade (Obras Completas, vol. 15). Rio de Janeiro: Vozes, 1954, p. 34.
  2. Wilhelm Stekel, Estados de Angústia Nervosa e seu Tratamento, Berlim, p. 310, apud Leonel Franca, op. cit., p. 36.