11/09/2016

#ComoSerFamilia (12): A castidade não é uma repressão?

A castidade cristã, é uma repressão sexual? Muita gente olha para castidade como sendo castração, mas na realidade não é nada disso, a castidade é a escola do amor. Veja, os animais fazem sexo, mas os animais não amam, então existe algo no sexo feito pelos seres humanos que têm que ser diferente do sexo que é feito pelos animais.

Sendo assim, todo ser humano quando entra em uma relação sexual, não pode entrar somente com seu corpo, precisa entrar com a sua alma, e é por isto que o sexo, precisa ser uma aliança espiritual entre um homem e uma mulher. E esta aliança espiritual tem uma finalidade muito específica. Através de um amor de mutua doação, serem fecundos e povoar o céu. É uma história de amor.

Ora, o contrário do amor, não é necessariamente o ódio, as vezes o contrário do amor é usar e jogar fora, então castidade não é castração, castidade é escola de amor, onde eu aprendo que eu não posso usar os outros, mas eu posso sim, derramar o meu sangue pelos outros. O que verdadeiramente define um homem, não é o derramamento do esperma, é o derramamento do sangue. O que define uma mulher, não é a sua volúpia sexual, mas é o seu coração em chamas para levar sua família para o Céu.

Venha participar conosco, o nosso projeto como ser família, e aprenda este caminho de amor, essa escola de amor, que é a castidade. Se você ainda não é aluno do nosso site, ainda não se inscreveu é a sua oportunidade. Venha fazer parte desta família espiritual, que quer ajudar você, a ser família aqui na terra, para um dia, sermos família no Céu.


Texto transcrito do vídeo.

Texto do site:

Para muita gente, ser casto é o mesmo que ser um reprimido ou um “quadrado” moralista que receia dar vazão a seus desejos. No entanto, é justamente a pureza de corpo e alma que nos permite amar com sinceridade e sermos sinceramente amados.

É comum ouvir, seja da boca de médicos ou de psicólogos, que a castidade cristã é uma forma quase neurótica de repressão sexual; há quem diga ainda, sem pôr freio à língua, que se trata de algo semelhante à castração. A figura do monge casmurro, que de tanto afogar os próprios desejos vê-se obrigado a lançar-se em espinheiros ou a meter-se em banheiras de água fria, já integra hoje o imaginário algo sombrio que muitas pessoas têm a respeito dessa virtude, por assim dizer, "medieval": a santa pureza.
Os que defendem coisas tais, porém, costumam esquecer-se de que toda pessoa, ao relacionar-se com os demais, busca fundamentalmente amar e ser amada [1]. Com efeito, ao ensinar a seus filhos os caminhos que levam ao Céu e, por isso mesmo, à plena realização do homem, a Igreja Católica sempre fez questão de ressaltar que a castidade, longe de representar certa recusa ou falta de estima pela sexualidade humana [2], é justamente a expressão de uma vida sexual sadia e equilibrada; é, numa palavra, escola de amor.
Escola de amor, porque é por meio da pureza de corpo e coração que o homem, na medida em que vai aprendendo a ter domínio de si mesmo, consegue proteger "o amor dos perigos do egoísmo", estimulado pela ânsia de gozar e usar do outro, "e da agressividade" [3], fruto natural de uma vontade escravizada por suas paixões. Ser casto, nesse sentido, significa ter uma personalidade madura, que sabe relacionar-se com os outros, respeitando-lhes a dignidade e vendo neles "pessoas dignas de veneração enquanto criadas à imagem de Deus e, pela graça, filhos de Deus, novas criaturas em Cristo que 'vos chamou das trevas à sua luz admirável' (1Pd 2, 9)" [4].
Está gostando dessas reflexões? Quer saber mais sobre o que a Igreja ensina de fato sobre a castidade? Então se inscreva agora no nosso site! Tornando-se nosso aluno, você terá a oportunidade de aprender conosco #ComoSerFamília!

Referências

  1. Cf. Pedro Trevijano, Orientación Cristiana de la Sexualidad. Madrid: Voz de Papel, 2009, p. 55.
  2. Cf. João Paulo II, Encíclica "Familiaris Consortio", de 22 nov. 1981, n. 33 (AAS 74 [1982] 122).
  3. Id., ibid.; cf. Catecismo da Igreja Católica, § 2339.
  4. Conselho Pontifício para a Família, Sexualidade Humana: Verdade e Significado, de 8 dez. 1995, n. 17.